Google vai começar a classificar notícias falsas para proteger o usuário

Depois da eleições norte americanas de 2016, muitas empresas de tecnologia se atentaram para o problemas das notícias falsas (fake news) e começaram a implementar funcionalidades para proteger o usuário. Muito é comentado sobre essas notícias que são disseminadas em redes sociais e grupos de discussão (fóruns) sem a menor apuração. Muitos ainda apontam estas como uma das principais responsáveis pela vitória do presidente Donald Trump. O Facebook já começou a implementar uma funcionalidade e hoje foi a vez do Google lançar a sua ferramenta.

A partir de agora, quando você pesquisar algo na plataforma, um card indicará o nível de confiança de cada veículo e para cada notícia. Dessa forma quando você pesquisar um fato, o Google vai te mostrar de antemão se aqui é verdadeiro, se há chance de ser parcialmente verdadeiro ou se é completamente falso.

O sistema funciona assim: quando você pesquisa algo o Google busca a confiabilidade do veículo ou notícias iguais em outros sites em serviços de checagem de fatos (fact checking) aprovados pelo algoritmo da empresa. Na foto que exemplifica o post, podemos ver que o PolitiFact e o Snopes são alguns desses fact checkers.

“Esses não são checadores de fatos do Google, as informações são só apresentadas para que os usuários façam julgamentos mais embasados.”, disse um porta voz da empresa em uma postagem no blog.

Se uma publicação ou um checador de fatos não se encaixar no padrão ou honrar certas políticas poderemos, a nosso critério, ignorar os fatos checados pelo mesmo.

Conforme informa o The Verge, essa nova ferramenta não vai mudar o algorítimo do Google, então sites com fake news ainda poderão aparecer no topo da sua lista, mas dessa vez você será avisado de que aquilo é uma notícia falsa. De toda forma, a indexação desses sites no topo da página principal do Google ainda colabora bastante com a difusão e compartilhamento das fake news nas rede sociais e grupos de discussões da internet e da “vida real”.

Anúncios de marcas não terão cartões de checagem de fatos indexados.

Diferente do Facebook, o Google não está trabalhando apenas com um pequeno grupo pré-selecionado de verificadores de fatos. A empresa vai deixar qualquer organização oferecer a checagem, mas só aparecerão para os usuários “aqueles editores que são algoritmicamente determinados como uma fonte autorizada de informações elegíveis para a inclusão”.

Por enquanto, a funcionalidade só está disponível nos EUA e não há previsão de chegada no Brasil.